Curso de Caligrafia Tradicional Chinesa

É com muito prazer que o Instituto Mandarim Yuan De estará continuando com mais uma turma de caligrafia tradicional chinesa. O curso é direcionado àqueles que querem apreciar e aprender a arte da caligrafia chinesa, começando do mais básico. Não há pré-requisito da língua chinesa.

Nosso professor tem mais de 50 anos de experiência e estará ministrando este curso aos sábados das 14:30 às 16:00 horas.

Estamos abrindo mais uma turma para o primeiro semestre de 2012.

Para mais informações: (11) 5572-0379 / 9480-0611 ou institutomandarim@institutomandarim.net

Alunos da UNESP observando nosso mestre

Alunos da UNESP observando nosso mestre

Curso de Caligrafia Chinesa

Nosso professor demonstrando a escrita da palavra "dragão"

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II Jornada Internacional de Medicina Tradicional Chinesa I seminário Brasil-Taiwan de Estudos Clássicos Chineses Em Comemoração aos 21 anos do IBRAHO

No dia 04 e 05 de dezembro estávamos no evento do Seminário organizado por Dr. Orley como palestrantes. Apresentamos a cultura chinesa em seus aspectos profundos. Discutimos sobre a história chinesa que tem mais de 5000 anos, desde Tai-Chi, Yin/Yang, Pakua, DaoDeJing, Wu Xing, Yi JIng, etc.

Nossos palestrantes e temas da palestra:

http://www.ibraho.com.br/jornada.html

Tema: O princípio absoluto (Tai Jì) e último da filosofia chinesa:

yin/yang. Governar sem esforço e o Retorno à Natureza.

Palestrante: Prof. Warren (Taiwan) sinólogo taiwanês, Master of Science (EUA), Especialista em Confúcio e pensadores da China Antiga, especialista no Taoísmo, Confucionismo, nas artes chinesas do Tao, diretor e professor de chinês clássico e moderno, de caligrafia, feng shui e culinária chinesa, Diretor do Instituto Mandarim Yuan De São Paulo.

Tema: “Como Confúcio desenvolve a virtude no seu pensamento?”

Palestrante: Profa. Julia Liao (Taiwan) Sinóloga numberswiki.com

Taiwanesa, Especialista em Confucius e pensadores da China Antiga, diretora e professora de chinês clássico e moderno, de caligrafia chinesa, artes do Tao, Diretora do Instituto Mandarim Yuan De.

Tema: A contemplação em Aristóteles e Lao-Tsé.

Palestrante: Prof. Chiu Y. C., graduado em letras clássicas pela USP, mestre em filosofia pela USP, professor de chinês artes do Tao, Tai Chi Chuan.

Tema: A cosmologia do Tao na clínica de acupuntura e na dietética na medicina chinesa

Palestrante: Prof Orley Dulcetti Junior: dentista e acupunturista, sinólogo, doutorando PUCSP em CRE, membro do CERAL/PUCSP, vice-presidente do IBRAHO, diretor de ensino da ABA, coordenador de lato sensu, discípulo da família (Chiu) de Confucius no Instituto Mandarim Yuan De.

Prof. Julia Liao como palestrante no Instituto Ibraho

Prof. Julia Liao como palestrante no Instituto Ibraho

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Animação – Arte da Escrita Chinesa

Todos os desenhos são representados por ideogramas e pictogramas chineses. Animação feita por Yu Ji.

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Post escrito por institutomandarim em janeiro 23, 2009

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Caligrafia Chinesa – Instituto Mandarim Yuan De – Curso de chinês São Paulo

Oferecemos curso de chinês mandarim em São Paulo

Caligrafia Chinesa

A caligrafia chinesa é um tesouro cultural ativamente passado de geração a geração.

A Arte da Caligrafia Chinesa

A caligrafia chinesa é como uma flor rara e exótica na história da civilização e uma preciosidade singular da cultura oriental. Graficamente, ela compara-se à pintura em sua habilidade de evocar a emoção através de uma rica variedade de forma e esboço. Como arte abstrata, exibe o rítmico e harmonioso fluxo da música. E de um prático ponto de vista, é uma linguagem escrita.

A escrita é uma representação tangível da linguagem falada. A composição dos caracteres chineses pode ser dividida em seis categorias básicas: (1) hsiang hsing, i.e., representação ilustrada direta; (2) chih shih, representações simbólicas de idéias abstratas; (3) hui yi, uma combinação de elementos pictoriais concretos com representações simbólicas de idéias abstratas; (4) hsing sheng, uma combinação de elementos fonéticos e pictoriais; (5) chia chieh, um caractere tomado emprestado simplesmente pelo seu valor fonético para representar um homófono sem conexão ou um quase-homófono; e (6) chuan chu, um caractere que assumiu um novo significado e uma forma escrita alternativa ou modificada que tem sido atribuída ao significado original. Estes métodos de composição de caracteres chineses são chamados de Liu Shu, ou “Os Seis Métodos de Escrita”.

Utilizando como ferramentas os “quatro tesouros do estudo” (wen fang szu pao), isto é, canetas-pincel, bastões de tinta, papel, placas de tintas por meio de linhas, os calígrafos da China têm desenvolvido incontáveis estilos diferentes de caligrafia através dos séculos. Esse excesso de estilos diferentes pode, entretanto, ser agrupado em cinco categorias básicas: Chuan Shu, Escrita de Selo, Li Shu, Escrita Oficial; K’ai Shu, Escrita Normal; Hsign Shu, Escrita Corrente e Ts’ao Shu, que literalmente significa Escrita de “Grama”, mas que é geralmente conhecida como Escrita Cursiva.

Caligrafia Chinesa

Caracteres pictográficos, “sol”, são representações gráficas de objetos físicos. O pictógrafo de “lua”

No estilo de Escrita de Selo, as linhas horizontais e verticais são finas, uniformes e fortes, e tendem a ser levemente apontadas no final. A Escrita de Selo atingiu o ápice de seu desenvolvimento na dinastia Ch’in (221-207 a.C). A Escrita de Selo daquela época dividia-se em dois grandes subgrupos, o Ta Chuan, a Grande Escrita de Selo e o Hsiao Chuan, a Pequena Escrita de Selo. Exemplos da Grande Escrita de Selo são encontrados em inúmeras inscrições em pedras com formato de tambor (shih ki wen) e em vasos de bronze gravados tal como o Ch’in Kung Kuei. O estilo da Pequena Escrita de Selo é caracterizado por linhas sinuosas, rijas, cuidadosamente traçadas, contrastando com a menos requintada Grande Escrita de Selo. Li Szu, um alto ministro na dinastia Ch’in, deixou uma Inscrição de Pedra Tai Shan para a posteridade, a qual tornou-se desde então um modelo sem igual do estilo de caligrafia Pequena Escrita de Selo.

O estilo de Escrita Oficial surgiu em resposta à necessidade de um estilo de escrita que pudesse ser executada rapidamente, para resolver o problema do crescente volume de documentos oficiais escritos. Ch’eng Miao, diretor da prisão da dinastia Ch’in, criou este estilo caligráfico amplo, quadrado, através da modificação do Estilo de Selos. Suas principais características são linhas verticais e horizontais e uma firme estrutura. O estilo da Escrita Oficial era muito mais fácil de se escrever do que o Estilo de Selo e economizava horas preciosas. Ele também contribuiu para o avanço do conhecimento na China.

K’ai Shu, ou Escrita Normal, foi desenvolvida na dinastia Han (206 a.C. -220d.C), com base na Escritura Oficial. Atualmente ela é chamada de “Escrita Normal Padrão” (cheng k’ai). Devido a Escrita Normal ser mais fácil de ser escrita do que a Escrita Oficial, ela tornou-se o estilo de escrita usado para finalidades gerais e no dia a dia durante a dinastia Han. A Escrita Normal floresceu na dinastia T’ang (618-907 d.C). Calígrafos famosos tais como Yen Chen-ch’ing (705-785 d.C), criaram suas próprias escolas de caligrafia de Escrita Normal com traços amplos e nítidos, deixando uma marca duradoura na história da caligrafia chinesa.


Uma passagem do Sutra de Entrar na Substância do Campo da Lei, escrito no estilo de Escrita Normal, pelo Liu Yung da dinastia Ch’ing

A Escrita Corrente é um estilo que situa-se entre a escrita normal e a Escrita Cursiva. Ela não é tão quadrada como a Escrita Oficial, nem tão arredondada quanto a Escrita de Selo. Talvez ela seja melhor descrita como uma variação do estilo de Escrita Normal. Seu nome vem da maneira “corrente” na qual ela é executada. A crença comum é que a Escrita Corrente foi criada por Liu Teh-sheng, da dinastia Han oriental (25-220 d.C). Chung Yu, da primitiva dinastia Wei (220-265 d.C.) modificou um pouco a escrita, e então dois mestres calígrafos de sobrenome Wang de Chin Oriental (317-420 d.C), Wang Hsi-chih e Wang hsien-chih, desenvolveram a escrita até o seu ápice, depois do que tornou-se bastante popular. É uma escrita extremamente fácil de ser usada quando o tempo é valioso. Há literalmente inúmeros exemplos históricos de caligrafia de Escrita Corrente. O mais antigo exemplo existente é uma versão do prefácio de “O Pavilhão das Orquídeas” (Ian t’ing hsu) de Wang Hsi-chih.

Há todas as espécies de subcategorias do estilo de Escrita “Grama” ou Cursiva, algumas das quais são combinações com outros estilos, por exemplo, os estilos de Escrita de Selo Cursiva e a Escrita Oficial Cursiva. Há também um estilo “Cursivo Selvagem” (k’uang ts’ao). As características compartilhadas por todos os estilos cursivos são uma estrutura simplificada, traços conjuntos, linhas escritas com rapidez e fluência – e um baixo nível de legibilidade. A beleza da Escrita Cursiva é expressa em um ditado chinês: “A escrita pára, mas o significado prossegue; a pena descansa, mas o poder é infinito”. Entre os cinco estilos de caligrafia chinesa, a Escrita Cursiva é a que mais se aproxima da arte abstrata. Notáveis calígrafos da Escrita Cursiva que conseguiram através dos tempos colocar ordem no caos aparente e que fundaram suas próprias escolas de caligrafia, incluem Wang Hsien-chih, da dinastia Chin Oriental, Huai Su, da dinastia T’ang (725-785 d.C), e o contemporâneo Yu Yu-jen (1879-1964).

Caligrafia Chinesa

Finos exemplos da caligrafia chinesa estão tão próximos como a porta de alguém

A caligrafia chinesa não é apenas um instrumento prático da vida diária; ela compreende, paralelamente à tradicional pintura chinesa, a principal corrente da história da arte da China. Todos os tipos de pessoas, de imperadores a camponeses, têm colecionado avidamente obras da boa caligrafia. E as obras caligráficas não são feitas apenas em rolos de papel ou para ser emolduradas e penduradas em um quarto ou estúdio; elas são para ser encontradas em qualquer lugar que se olhe: em placas de lojas e de edifícios do governo, em monumentos, e em inscrições de pedras. Todos estes exemplos de caligrafia chinesa possuem um supremo valor artístico. Hoje, como no passado, são freqüentemente literatas e artistas. As suas obras caligráficas podem incluir versões de seus próprios poemas, versos líricos, estrofes ou cartas de mestres famosos.

A caligrafia pode trazer benefícios físicos e espirituais a quem a pratica e pode educar alguém na disciplina, paciência e persistência. Como resultado, muitos calígrafos chineses durante a história viveram vidas longas e ricas. A prática da caligrafia pode até mesmo refinar a personalidade de alguém e mudar a maneira de se ver a vida.

Caligrafia Chinesa

É por todas essas razões que os estudiosos chineses têm tradicionalmente atribuído grande importância à caligrafia. Na República da China em Taiwan, a caligrafia é uma importante matéria do ensino básico ao secundário e até mesmo no ensino pós-secundário. Clubes e associações de caligrafia são populares em todo o país e a caligrafia recebe forte apoio de várias fundações. Competições de caligrafia com prêmios em dinheiro são incentivos adicionais para manter viva esta arte. Nesta era de informação tecnológica é estimulante e gratificante notar o entusiástico interesse público que a caligrafia chinesa continua a gerar.

Durante milênios, os benefícios do temperamento da personalidade e a expressão intelectual proporcionados pela arte da caligrafia chinesa não estiveram limitados apenas às fronteiras da China. Os países vizinhos, Japão e Coréia, e várias nações do Sudeste Asiático têm feito da caligrafia chinesa parte de suas próprias respectivas culturas e têm desenvolvido suas próprias escolas e estilos. Desde a 2a. Guerra Mundial, os países ocidentais têm também sido influenciados pela caligrafia chinesa. Uma exposição de pintura “Cobra” realizada na Escandinávia em 1948 foi representante da posição significativa ocupada pela caligrafia chinesa na arte internacional. As obras expostas naquela exposição eram de autoria de um pintor que se inspirou na caligrafia chinesa conforme praticada no Japão.

Fonte: Escritório de Informação do Governo. Editor: Chao Yi

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