Taoísmo – Tao Te Ching – Aula 1

Aula sobre o cap. 40 do “Tao Te Ching” ou “Dao De Jing” (livro clássico do taoísmo) do professor de filosofia, filósofo, poeta, mestre em Filosofia (USP) e nativo chinês Chiu Yi Chih. Nesse ano de 2017, será publicada a sua tradução do livro pela EDITORA EDIPRO em versão bilíngue (português-mandarim) com lançamento em breve e distribuição/venda nas livrarias.

Inscrições abertas para o curso “Dao De Jing” até 4/05/2017. Veja: http://filosofiataoista.blogspot.com

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Post escrito por institutomandarim em fevereiro 18, 2012

TAO TE CHING – EXPLICAÇÃO – Chiu Yi Chih

Chamada de video com o Chiu Yi Chih, Chiu Yi Chih ((???) é professor de filosofia taoísta e trabalha com o taoísmo filosófico (?? – dao jia), cujos principais representantes são Laozi e Chuangzi. Nasceu em Taipei (Taiwan) e se naturalizou brasileiro. Fez mestrado em Filosofia Antiga (USP) com a dissertação “A eudaimonia na pólis excelente de Aristóteles” e graduou-se em Língua e Literatura Grega Clássica (USP). Sua tradução do “Dao De Jing” de Laozi será publicada pela Editora Edipro nesse primeiro semestre de 2017. Desde 2009, após a conclusão de seu mestrado, o professor Chiu Yi Chih vem ministrando cursos de filosofia chinesa antiga com ênfase nos três principais pensadores do taoísmo clássico: Laozi, Chuangzi e Liezi. Atualmente escreve e prepara seu terceiro livro de poemas chineses em versão bilíngue e traduz o “Tratado do Vazio Perfeito” do filósofo taoísta Liezi.

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Post escrito por institutomandarim em fevereiro 17, 2012

II Jornada Internacional de Medicina Tradicional Chinesa I seminário Brasil-Taiwan de Estudos Clássicos Chineses Em Comemoração aos 21 anos do IBRAHO

No dia 04 e 05 de dezembro estávamos no evento do Seminário organizado por Dr. Orley como palestrantes. Apresentamos a cultura chinesa em seus aspectos profundos. Discutimos sobre a história chinesa que tem mais de 5000 anos, desde Tai-Chi, Yin/Yang, Pakua, DaoDeJing, Wu Xing, Yi JIng, etc.

Nossos palestrantes e temas da palestra:

http://www.ibraho.com.br/jornada.html

Tema: O princípio absoluto (Tai Jì) e último da filosofia chinesa:

yin/yang. Governar sem esforço e o Retorno à Natureza.

Palestrante: Prof. Warren (Taiwan) sinólogo taiwanês, Master of Science (EUA), Especialista em Confúcio e pensadores da China Antiga, especialista no Taoísmo, Confucionismo, nas artes chinesas do Tao, diretor e professor de chinês clássico e moderno, de caligrafia, feng shui e culinária chinesa, Diretor do Instituto Mandarim Yuan De São Paulo.

Tema: “Como Confúcio desenvolve a virtude no seu pensamento?”

Palestrante: Profa. Julia Liao (Taiwan) Sinóloga numberswiki.com

Taiwanesa, Especialista em Confucius e pensadores da China Antiga, diretora e professora de chinês clássico e moderno, de caligrafia chinesa, artes do Tao, Diretora do Instituto Mandarim Yuan De.

Tema: A contemplação em Aristóteles e Lao-Tsé.

Palestrante: Prof. Chiu Y. C., graduado em letras clássicas pela USP, mestre em filosofia pela USP, professor de chinês artes do Tao, Tai Chi Chuan.

Tema: A cosmologia do Tao na clínica de acupuntura e na dietética na medicina chinesa

Palestrante: Prof Orley Dulcetti Junior: dentista e acupunturista, sinólogo, doutorando PUCSP em CRE, membro do CERAL/PUCSP, vice-presidente do IBRAHO, diretor de ensino da ABA, coordenador de lato sensu, discípulo da família (Chiu) de Confucius no Instituto Mandarim Yuan De.

Prof. Julia Liao como palestrante no Instituto Ibraho

Prof. Julia Liao como palestrante no Instituto Ibraho

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Filosofia Chinesa

Pensamento Filosófico ChinêsFilosofia Chinesa

Respeitar o “Caminho do Céu” e o “Caminho do Homem” é a característica-chave da tradicional filosofia chinesa.

O Pensamento Filosófico Chinês

Aqueles que visitam a República da China pela primeira vez podem se sentir um pouco surpresos com os diferentes estilos de vida e peculiaridades culturais que encontram. Para entrar no mistério, a pessoa deverá primeiro entender as características básicas do espírito filosófico que sustenta a tradição cultural chinesa.

A nação chinesa vangloria-se de uma história e cultura que datam mais de 5.000 anos. Durante este longo e ininterrupto processo histórico, surgiram 13 dinastias, cada uma com seu historiador oficial. O historiador da corte tinha o trabalho de registrar os principais eventos culturais nas áreas da política, economia, sociedade e educação, compilando-os em uma parte do que agora é conhecido como as Vinte e Cinco Histórias Oficiais das Dinastias. Enquanto a nação Han constituía a parte principal nesta longa história do povo chinês, os membros da raça Han se mesclavam continuamente com outros povos de todos os lados da China através de contato cultural e casamento. Com exceção das medidas necessárias de defesa, o povo Han muito raramente procurou conquistar outros povos militarmente. É por isso que há uma forte continuidade histórica e abrangência cultural a serem encontradas nesta tradição histórica e cultural chinesa.

No centro do pensamento filosófico da China antiga estão os “Sábios e as Cem Escolas do Pensamento”. As mais notáveis delas são as escolas de pensamento Conf uciano, Taoista, Maoista, Dialética e Legalista. Iniciando nas Idades Médias da China (séculos terceiro ao nono d.C), apareceram a Escola Metafísica e o Budismo. As seitas budistas, incluindo a bastante conhecida Zen (Ch’an em chinês), existiam em abundância. O Neoconfucionismo surgiu após a dinastia Sung (960 – 1279 d.C.) e continuou a desenvolver-se nos 600 anos seguintes. O Confucionismo, o Budismo e o Neoconfucionismo, todos tiveram uma influência de longo alcance nos vizinhos da China, incluindo o Japão, Coréia e Vietnã. As principais características da tradição cultural chinesa que surgiram foram “riquezas de idéias”, “continuidade histórica” e “abrangência cultural”.

Filosofia Chinesa

A nova vida e valores constantemente criados pelo céu no universo e na sociedade humana resultam em um ciclo de vida interminável e a unidade entre o céu e o homem.

A maioria dos filósofos da China colocava grande ênfase no “Caminho do Céu” (Tien-tao) e no “Caminho do Homem” (Jen-tao). Eles viam o “céu” não apenas como “natureza”, mas também como a fonte de toda a vida e valores humanos. O conceito de “céu” inclui o “universo”, um organismo transbordante com a força criativa da vida. A criação da vida não é vista como um processo físico mecânico, mas um procedimento espiritual e intencional. Em outras palavras, o “homem” é o resultado da incessante criação pelo “céu” de novos seres com mais e mais sabedoria. Contando com a sabedoria e virtudes concedidas pelo céu, o homem cria uma crescente sofisticada e refinada cultura e valores culturais. Nova vida e novos valores são constantemente trazidos no universo e na sociedade humana. O primeiro é chamado de “nascimento de uma nova vida” (sheng-sheng) e a última é conhecida como “exaurindo a natureza inerente de alguém” (chin-hsing). A combinação dos dois é chamada de “unidade do céu e homem” ou “céu e homem sendo de uma mente”.

Este tipo de pensamento filosófico era promovido principalmente pelas escolas de pensamento Confuciano e Neoconf uciano. Os proponentes do Taoismo e Budismo advogam essencialmente as mesmas noções. Contudo, o peso dos conceitos dos valores culturais confucianos está no “plano ético”, sendo que o do Taoismo está no “plano artístico” e o do Budismo, no “plano religioso”.

Filosofia Chinesa

O peso dos conceitos dos valores budistas, tais como trabalhar para a salvação dos seres sensíveis, está no plano religioso.

0 Taoismo enfatiz conceitos de valores artísticos.

Filosofia Chinesa

A filosofia de uma “unidade de homem e céu” passou para a visão da vida chinesa como “estar contente com a parte determinada pelo céu na vida”. Esta visão dá ao chinês uma habilidade acentuada de experimentar intimamente a beleza sem fim do mundo natural e gozar mais plenamente da riqueza do sentimento no mundo da ética. Ao mesmo tempo eles têm menos ressentimentos a incomodá-los e estão capacitados a trabalhar muito em um emprego com paz na mente. O trabalho do homem, afinal, é o trabalho do céu. Esta visão também oferece um tipo de consolo religioso.

As filosofias de vida de “dar nascimento à nova vida” e a “unidade do céu e homem” levam os chineses, por um lado, a enfatizar sentimentos éticos como “benevolência” (jen); por outro lado, a enfatizar a ordem da sociedade humana e um razoável conjunto de normas de comportamento humano, tais como “cortesia” ou “cerimônia” (li). A “benevolência” é o sentido inato do homem do que é moral e certo; é o amplo e abnegado amor pelos outros. “O amor por todos é chamado ‘benevolência'”. Ela deve se manifestar naturalmente, e quanto mais rica, melhor. A “cerimônia” exige premeditação racional e autodomínio. A sua finalidade é manter a ordem ética na sociedade e estimular o desenvolvimento da vida em harmonia como grupo; quanto mais reserva, melhor. A “benevolência” e a “cerimônia” são inseparáveis e mutuamente complementares; elas são inerentes à natureza do homem e criam virtudes como respeito filial pelos pais e obrigação fraternal para com os mais novos (hsiao t’i), lealdade e empatia pelos outros (chung shu) e o agir em boa fé (hsin i).

Os chineses colocam uma ênfase especial na virtude da “piedade filial”. Vista superficialmente, a “piedade filial” é uma ética de família vinda de uma sociedade voltada para o clã; mas, mais que isso, ela pode ser chamada de “ética universal”. Isto porque a vida humana não pode ser separada da vida de macro-nível do universo. O respeito e o amor do homem pela vida é também a principal expressão de sua razão pela existência. É apenas através do respeito filial de alguém por seus pais que se consegue expressar apropriadamente o respeito e o amor pela fonte da vida. Apenas através do amor filial e respeito pelos pais e da doçura do amor pelos filhos que alguém consegue estender a experiência de vida do passado ao presente e ao futuro, formando uma inquebrável corrente de vida e expressando a criativa continuidade do universo.

Esta cultura ética chinesa ainda é preservada na República da China em Taiwan, hoje. Vários grandes festivais têm nos ritos sacrificiais para o céu e terra o principal conteúdo, assim como para os ancestrais da pessoa ou antigos sábios. Esta é uma expressão de respeito e gratidão à vida e à cultura. E tais noções tradicionais, como a veneração ao céu, e oferecimento de sacrifícios aos antepassados, e a expressão da piedade filial para com os pais, têm em alto grau estabelecido o firme alicerce da ética familiar e social para a ROC no seu caminho para a modernização.



Fonte: Escritório de Informação do Governo

Editor: Chao Yi

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