II Jornada Internacional de Medicina Tradicional Chinesa I seminário Brasil-Taiwan de Estudos Clássicos Chineses Em Comemoração aos 21 anos do IBRAHO

No dia 04 e 05 de dezembro estávamos no evento do Seminário organizado por Dr. Orley como palestrantes. Apresentamos a cultura chinesa em seus aspectos profundos. Discutimos sobre a história chinesa que tem mais de 5000 anos, desde Tai-Chi, Yin/Yang, Pakua, DaoDeJing, Wu Xing, Yi JIng, etc.

Nossos palestrantes e temas da palestra:

http://www.ibraho.com.br/jornada.html

Tema: O princípio absoluto (Tai Jì) e último da filosofia chinesa:

yin/yang. Governar sem esforço e o Retorno à Natureza.

Palestrante: Prof. Warren (Taiwan) sinólogo taiwanês, Master of Science (EUA), Especialista em Confúcio e pensadores da China Antiga, especialista no Taoísmo, Confucionismo, nas artes chinesas do Tao, diretor e professor de chinês clássico e moderno, de caligrafia, feng shui e culinária chinesa, Diretor do Instituto Mandarim Yuan De São Paulo.

Tema: “Como Confúcio desenvolve a virtude no seu pensamento?”

Palestrante: Profa. Julia Liao (Taiwan) Sinóloga numberswiki.com

Taiwanesa, Especialista em Confucius e pensadores da China Antiga, diretora e professora de chinês clássico e moderno, de caligrafia chinesa, artes do Tao, Diretora do Instituto Mandarim Yuan De.

Tema: A contemplação em Aristóteles e Lao-Tsé.

Palestrante: Prof. Chiu Y. C., graduado em letras clássicas pela USP, mestre em filosofia pela USP, professor de chinês artes do Tao, Tai Chi Chuan.

Tema: A cosmologia do Tao na clínica de acupuntura e na dietética na medicina chinesa

Palestrante: Prof Orley Dulcetti Junior: dentista e acupunturista, sinólogo, doutorando PUCSP em CRE, membro do CERAL/PUCSP, vice-presidente do IBRAHO, diretor de ensino da ABA, coordenador de lato sensu, discípulo da família (Chiu) de Confucius no Instituto Mandarim Yuan De.

Prof. Julia Liao como palestrante no Instituto Ibraho

Prof. Julia Liao como palestrante no Instituto Ibraho

Postado sob Caligrafia Chinesa, Filosofia Chinesa, Medicina Chinesa, Pintura Chinesa, Sistema de Escrita Chinesa

Medicina Chinesa

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Um manequim de bronze utilizado para ensinar os pontos de acupuntura no corpo.

A Medicina Chinesa

Visitar uma farmácia chinesa na República da China é como estar dentro de um museu de ciência natural em miniatura. Guardados em filas após filas de gavetas arrumadas estão produtos animais, vegetais e minerais, cada um com uma finalidade específica. Entre sortimento de curiosidades estão o cinabre e o âmbar, para relaxar os nervos; caroço de pêssego e açafrão, para melhorar a circulação do sangue; efedrina chinesa (mahuan) para induzir a transpiração, e ginseng para fortalecer a função cardíaca.

O conteúdo de uma receita de um médico chinês é um processo fascinante de ser assistido. O farmacêutico seleciona alguns ingredientes específicos das centenas em sua estante. Estes são levados pelo paciente para casa, fervidos em uma “sopa” e tomados. Confrontada com uma bebida fumegante, pode-se perguntar qual é a base desta antiga arte médica.

Medicina Chinesa

Cada erva ou mineral é cuidadosamente separado em compartimentos limpos.

A estrutura teórica da medicina chinesa foi estabelecida há mais de dois milênios. Uma grande parte de conhecimento médico antigo é preservada na Cânon Secreto (Nei Ching), pré-Chin (221-207 a.C), um registro abrangente de teorias médicas chinesas daquela época. A dinastia Han (206 a.C. – 220 d.C.) produziu um guia valioso e oficial – até mesmo para os tempos atuais – para o tratamento de enfermidades, o tratado de Doenças Causadas por Fatores Frios(Shang Han Lun) de Chang Chung-ching.

Uma das obras médicas chinesas mais conhecidas é a Matéria Medica(Pen Tsao Kang Mu), compilada na dinastia Mmg (1368 – 1644 d.C.) por Li Shih-chen. Esta obra enciclopédica anunciou uma nova era na história farmacológica mundial; inclui descrições de 1892 tipos diferentes de medicamentos. Estas obras foram traduzidas em várias línguas e exercem uma profunda influência nos países do Leste Asiático e europeus.

O chinês tem um sistema singular de catalogar enfermidades que é completamente divergente de sua contraparte ocidental. A filosofia por detrás da medicina chinesa é que o homem vive entre o céu e a terra, e compreende um universo em miniatura em si mesmo. O material de qual são feitas as coisas vivas é considerado pertencente ao “yin”, o aspecto feminino, passivo e vazante da natureza. As funções vitais das coisas vivas, por outro lado, são consideradas pertencentes ao “yang”, ou masculino. As funções dos seres vivos são descritas em termos dos seguintes cinco centros do corpo: 1. “coração” ou “mente”(sin); refere-se ao “centro de comando” do corpo que se manifesta como consciência e inteligência; 2. “pulmões” ou “sistema respiratório”(fei); este sistema regula as várias funções intrínsecas do corpo, e mantém o equilíbrio cibernético; 3. “fígado”(kan); este termo inclui os membros e tronco, o mecanismo de resposta emocional ao ambiente externo e a ação de órgãos; 4. “baço” ( pi); este órgão regula a distribuição de nutrição pelo corpo, e o metabolismo, trazendo força e vigor para o corpo físico; e 5. “rins” (shen); este refere-se ao sistema para regular o armazenamento de nutrição e o uso da energia; a força da vida humana depende deste sistema. Esta teoria é usada para descrever o sistema de funções do corpo, e como todo é chamado de “fenômenos latentes” (Htsang hsiang).

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Um diagrama de pontos de diagnóstico.

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Uma farmácia chinesa é como um mini museu de ciência natural.

A passagem das estações e mudanças no tempo podem influenciar o corpo humano. Aqueles que têm o efeito mais pronunciado são o vento (feng), o frio (Hhan), o calor (shu), a umidade (shih), a seca (tsao) e o calor interno. Mudanças excessivas ou extraordinárias no tempo danificam o corpo e são identificadas como “seis fatores externos causadores de doenças” (yin). Por outro lado, se o humor do indivíduo muda, como felicidade, raiva, preocupação, melancolia, pesar, medo e surpresa ao extremo, também prejudica a saúde. Estas emoções são chamadas “as sete emoções” (chi ching) da medicina chinesa, os seis fatores externos causadores de doenças interagindo com as sete emoções formam o fundamento teórico da patologia da doença.

Estes modelos teóricos, aliados à “teoria do fenômeno latente”, são usados para analisar a constituição do paciente e sua enfermidade, e para diagnosticar a natureza exata de seu físico geral e a perda psicológica de equilíbrio. Baseado nesta análise, o médico pode prescrever um método para corrigir o desequilíbrio. O objetivo da medicina chinesa é a pessoa, não apenas a enfermidade. No pensamento médico chinês, a enfermidade é só uma manifestação de um desequilíbrio que existe na pessoa como um todo.

De acordo com a lenda chinesa, Shen Nung, o pai chinês da agricultura e líder de um antigo clã, testou em si mesmo, uma por uma, centenas de plantas diferentes para descobrir suas propriedades nutricionais e medicinais. Muitas delas revelaram-se venenosas aos humanos. Durante milênios, os chineses fizeram-se cobaias da mesma forma para continuar testando plantas procurando suas propriedades induzir frio (han), calor (eh), quentura (wen) e frescor (Dliang). Eles classificaram os efeitos medicinais das plantas em várias partes do corpo e então as testaram para determinar sua toxicidade, quais dosagens seriam letais e assim por diante.

Por exemplo, o talo da efedrina é um sudorífico; mas suas raízes, ao contrário, permitem a transpiração. A casca de cássia é quente por natureza e é útil no tratamento de resfriados. A hortelã é refrescante por natureza e é usada para aliviar os sintomas de enfermidades resultantes de fatores de calor. Este acúmulo de experiências fortaleceu o entendimento chinês de fenômenos naturais e aumentou as aplicações de princípios naturais na medicina chinesa. Os mesmos princípios anteriormente descritos também se aplicam para avaliar o ambiente no qual o paciente vive, sua vida, seu ritmo de vida, os alimentos que prefere ou evita, suas relações pessoais, seu idioma e gestos, como uma ferramenta para compreensão de sua enfermidade, e sugerir melhorias em várias áreas. Uma vez que excessos ou desequilíbrios forem identificados, eles podem ser ajustados, e o equilíbrio e a saúde física e mental, restabelecidos. Atingir o equilíbrio no fluxo de energia do corpo é o princípio máximo que norteia o princípio do tratamento médico chinês.

Além da prescrição de medicamentos, a acupuntura é outra ferramenta freqüentemente usada para tratamento na Medicina Chinesa. Sua história antecede a escrita chinesa, mas a acupuntura foi totalmente desenvolvida apenas depois da dinastia Han. Sua base teórica é o ajuste do “c’hi” ou o fluxo de energia da vida. O “c’hi” flui pelo corpo através do sistema de “canais principais e colaterais” (ching luo) do corpo. Em determinados pontos ao longo destes canais as agulhas de acupuntura podem ser inseridas, ou queima-se artemísia chinesa (ai tsao) na pele para ajustar desequilíbrios no fluxo de “c’hi” e concentrar os poderes autocurativos do corpo nos pontos onde são necessários.

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“Observar, ouvir, perguntar e sentir” são os passos do tradicional diagnóstico do pulso.

Em 1980, a Organização Mundial da Saúde publicou uma lista de 43 tipos de patologias que podem ser tratadas efetivamente com acupuntura. O uso de acupuntura como anestesia durante cirurgia ou para partos sem dor não é mais nenhuma novidade. A acupuntura é de simples administração, tem poucos efeitos colaterais, e amplas aplicações. Ela abriu um campo novo e “quente” na pesquisa médica e científica.

Na República da China em Taiwan, o governo investiu grandes esforços na promoção da modernização da medicina chinesa. Como resultado, há atualmente pessoas treinadas tanto nas artes médicas tradicionais chinesas como na moderna ocidental, que fez contribuições recomendáveis para o tratamento de hepatites, pressão alta, câncer e outras doenças que até agora são de difícil tratamento. Na área da farmacologia, pesquisadores têm avaliado a eficácia, analisado, testado e formulado dosagens concentradas de produtos farmacêuticos chineses para uso comercial. As prescrições para estas drogas são mais fáceis de preencher e é muito mais prático para o paciente que o velho método fervente. Na área da ciência básica, a pesquisa moderna está sendo conduzida no campo de diagnose da pulsação. Os três dedos usados no passado para determinar a enfermidade através da tomada de pulso estão sendo substituídos pelos reatores de pressão. O reator de pressão converte as variações na pressão de pulsação em ondas eletromagnéticas e as registra em uma tela. Estes dados são então analisados por um computador. Muitas novas descobertas importantes têm sido feitas por combinações singulares da ciência tradicional e moderna. Na República da China, o casamento da precisão científica moderna com a arte da tradicional medicina chinesa está no limiar de abertura para um mundo totalmente novo de diagnóstico e tratamento médico.

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Receitas de ervas chinesas sào baseadas em avaliações altamente individualizadas do estado geral do paciente.

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Ingredientes raros e incomuns tipificam os medicamentos chineses.

Fonte: Escritório de Informação do Governo. Editor: Chao Yi

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